Em meio às comemorações pelos 65 anos de Paço do Lumiar, a praça em frente à câmara municipal do município apresenta um cenário de abandono.
Estruturas quebradas, muretas danificadas, degraus rachados e mato tomando conta do espaço evidenciam a falta de manutenção.
O local, que deveria ser símbolo de cuidado e valorização da cidade, hoje oferece riscos à população e reforça críticas ao descaso com os espaços públicos.
O deputado federal Rubens Pereira Júnior (PT), vice-presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, confirmou que as direções nacionais do PT e do PSD estão em conversas sobre uma possível candidatura do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), ao Governo do Maranhão. Em entrevista concedida à TV Mirante na manhã desta quarta-feira (14), Rubens Júnior afirmou que a hipótese de apoio do PT a Braide está sendo analisada pelas cúpulas partidárias, desde que o prefeito renuncie ao mandato para se lançar como pré-candidato ao Palácio dos Leões. Segundo ele, as tratativas ainda estão em curso e fazem parte de um debate estratégico nacional das duas legendas.
A declaração reforça informações que já vinham circulando nos bastidores da política maranhense. Em dezembro, Eduardo Braide esteve em Brasília, onde se reuniu com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, encontro que foi interpretado como um sinal claro de aproximação entre o prefeito e o campo político liderado pelo presidente Lula.
Além do PT, a eventual aliança pode envolver lideranças da esquerda maranhense ligadas ao ex-governador Flávio Dino, atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Também é citada a possibilidade de composição com a senadora Eliziane Gama (PSD), que busca a reeleição e integra o mesmo partido de Braide. Apesar das movimentações e das declarações públicas de dirigentes petistas, Eduardo Braide mantém silêncio sobre seu futuro político e não confirma se pretende disputar o governo estadual. Nos bastidores, no entanto, cresce a pressão para que o prefeito se posicione, sobretudo diante de seu eleitorado identificado majoritariamente com o centro e a direita, que vê com ressalvas uma eventual aliança com o PT e partidos de esquerda. Com o avanço das negociações e a proximidade do calendário eleitoral, a expectativa é de que Braide seja cada vez mais cobrado a esclarecer se permanecerá à frente da Prefeitura de São Luís ou se entrará de vez na disputa pelo comando do Maranhão em uma aliança que pode redesenhar o cenário político do estado.
A desembargadora Maria da Graça Amorim, do TJMA, manteve nesta segunda-feira (12) as prisões preventivas e os afastamentos dos investigados por corrupção em Turilândia, contrariando parecer da Procuradoria-Geral de Justiça que defendia a soltura dos alvos da Operação Tântalo II. A decisão ocorre após o pedido do MP gerar crise interna e levar promotores do Gaeco a solicitarem exoneração coletiva.
Permanecem presos o prefeito Paulo Curió e a vice-prefeita Tanya Mendes. A prefeitura segue sendo administrada pelo presidente da Câmara, José Luís Araújo Diniz, que cumpre prisão domiciliar com autorização para despachos.
O Ministério Público do Maranhão (MPMA) emitiu parecer favorável à revogação das prisões preventivas decretadas no âmbito da Operação Tântalo II, que investiga um suposto esquema de desvio de aproximadamente R$ 56 milhões em recursos públicos da Prefeitura de Turilândia. O documento é assinado pelo procurador-geral de Justiça em exercício, Orfileno Bezerra Neto, e foi encaminhado à 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), responsável por analisar o pedido de revogação das prisões. A Operação Tântalo II apura a existência de um esquema de corrupção envolvendo empresas fictícias e contratos suspeitos firmados pela gestão municipal, com indícios de desvio milionário de verbas públicas. Agora, caberá ao TJMA decidir se mantém ou revoga as prisões preventivas dos investigados. A decisão deve ocorrer nos próximos dias.
O Maranhão vive dias decisivos na definição da sucessão estadual. Três cenários estão em discussão.
No primeiro, Eduardo Braide pode disputar o Governo do Estado com apoio de setores do dinismo, da esquerda, do centro e de parte da direita.
No segundo, Felipe Camarão surge como alternativa do campo progressista, com apoio do grupo dinista, de movimentos sociais e de partidos de esquerda.
No terceiro cenário, caso nem Braide nem Camarão sejam candidatos, a esquerda poderá apresentar um nome próprio, escolhido em conversas internas entre lideranças dinistas, movimentos sociais e grupos progressistas.
Paralelamente, cresce a avaliação de que Carlos Brandão não deve renunciar ao governo, permanecendo no cargo para conduzir o projeto de eleger seu sobrinho como sucessor.
O Blog Radar dos Municípios seguirá acompanhando os bastidores dessa disputa que promete marcar o futuro político do Maranhão.