Fundação Gonçalo promove transformação social com curso profissionalizante em Paço do Lumiar

Na manhã desta segunda-feira (23), a Fundação Gonçalo deu início ao curso de Processos Construtivos, no município de Paço do Lumiar. A iniciativa integra o programa Maranhão Livre da Fome e é fruto de uma parceria entre o Governo do Estado, Sinduscon, Senai, FIEMA, Construtora Canopus e outras instituições.

Voltado para pessoas em situação de vulnerabilidade social, o curso tem como objetivo promover inclusão produtiva, capacitação técnica e acesso ao mercado de trabalho na área da construção civil. A formação conta com 60 horas/aula, distribuídas ao longo de 15 dias, com aulas das 8h às 12h. As despesas com transporte dos alunos são custeadas pelos organizadores.

Ao final da capacitação, os participantes serão encaminhados para vagas de emprego no setor da construção, contribuindo diretamente para a geração de renda e desenvolvimento local.

A solenidade de abertura reuniu diversas autoridades, entre elas:

Paloma Gonçalo, presidente da Fundação Gonçalo, Deputado estadual Ariston Gonçalo, Celso Gonçalo, representando a FIEMA e o Sebrae-MA, Lucas Lopes, representando a Construtora Canopus, Raimundo Arruda, representante do SENAI, Paulo Case, da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado, Natércio Santos, vice-prefeito de São José de Ribamar, Orleans Brandão, secretário de Assuntos Municipalistas, Representantes da construção civil e de entidades parceiras.

A ação reforça o compromisso das instituições envolvidas com a educação técnica, o combate à pobreza e a transformação social por meio da geração de oportunidades concretas.

Maiobão completa 43 anos e fortalece movimento por emancipação

Distrito do Maiobão

O bairro Maiobão, localizado em Paço do Lumiar (MA), comemora 43 anos de fundação com uma trajetória marcada por crescimento urbano, identidade cultural e o fortalecimento do movimento pela emancipação política. Criado entre 1980 e 1982 como projeto habitacional da COHAB-MA, o bairro se transformou em um dos maiores e mais estruturados da Grande Ilha, reunindo escolas, unidades de saúde, comércio, bancos, praças e centros culturais.

Nas últimas semanas, o debate sobre a criação de novos municípios ganhou força na assembleia legislativa do Maranhão, com destaque para a audiência pública que discutiu o Projeto de Lei Complementar nº 137/2015 e a PEC nº 93/2007. Nessas discussões, o Maiobão foi citado como um dos territórios com potencial para se tornar cidade, devido à sua infraestrutura, densidade populacional e economia própria.

Embora ainda seja oficialmente um bairro, o Maiobão já se comporta como cidade. A luta por autonomia administrativa é vista como caminho para garantir mais recursos, decisões locais e melhorias diretas na vida da população.

Maiobão: de projeto habitacional a polo urbano com identidade própria.
Agora, o próximo passo pode ser virar município.

MP Eleitoral pede cassação do prefeito de Nova Olinda do Maranhão por compra de votos

O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a cassação dos diplomas do prefeito de Nova Olinda do Maranhão, Ary Menezes, e de seu vice, Ronildo Costa, por abuso de poder econômico e compra de votos nas eleições de 2024. A manifestação foi protocolada na terça-feira (17) e integra a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), em tramitação na 80ª Zona Eleitoral de Santa Luzia do Paruá.

De acordo com o MP, as provas reunidas no processo incluindo vídeos, áudios e depoimentos  indicam que a campanha dos candidatos eleitos foi marcada por práticas ilegais, como pagamento em dinheiro, entrega de materiais de construção e promessas de emprego em troca de apoio político.

Um dos episódios mais emblemáticos envolve o eleitor Rodrigo Alves, que afirmou ter recebido telhas como recompensa por seu voto. Após o pleito, o material teria sido recolhido por ordem direta de Ary Menezes, episódio que ganhou repercussão nacional em reportagem exibida pelo programa Fantástico, da TV Globo.

Outro caso citado é o de Adrião Silva Teles, que relatou ter recusado uma proposta de R$ 15 mil e uma oferta de emprego para garantir os votos de sua família ao grupo político de Ary. Há ainda relatos de que representantes da campanha teriam voltado à casa de eleitores para cobrar o retorno do dinheiro, suspeitando que os acordos de voto não foram cumpridos.

Para o promotor Gustavo de Oliveira Bueno, os crimes eleitorais cometidos não só feriram a normalidade e a legitimidade do processo, como também influenciaram diretamente no resultado das eleições, vencidas com uma diferença mínima de apenas dois votos.

“As condutas dos requeridos foram cruciais para definir o resultado das eleições”, destacou o promotor.

Diante da gravidade das acusações, o Ministério Público solicitou ao juiz eleitoral a cassação dos diplomas de Ary Menezes e Ronildo Costa, a decretação da inelegibilidade por oito anos e aplicação de multa.